Terapia Craniossacral

Andrea Zbinden

Como funciona o 'viagra' feminino, recém-aprovado pelos EUA

Viagra > existe viagra mulher


"Meu marido e eu queríamos ver o que aconteceria. Tentei uma vez e nunca mais farei isso novamente." As taxas de divórcio estão aumentando no Egito, e algumas reportagens da imprensa local atribuem a problemas sexuais entre os casais. A fabricante local de Flibanserin diz que três em cada dez mulheres no país têm baixo desejo sexual. Mas esses números são apenas estimativas aproximadas - é difícil encontrar estatísticas deste tipo no país. "Este tratamento é muito necessário aqui - é uma revolução", diz Ashraf Al Maraghy, representante da empresa. Maraghy diz que a droga é segura e eficaz e que qualquer sintoma como tontura e sonolência vai desaparecer com o tempo - mas muitos farmacêuticos e médicos discordam. Um farmacêutico entrevistado pela reportagem avisou que a droga poderia baixar a pressão arterial para "níveis alarmantes" e poderia ser problemática para pessoas com doenças cardíacas e hepáticas. Murad Sadiq, que administra uma farmácia no norte do Cairo, diz que sempre explica os efeitos colaterais para os clientes, mas que "eles ainda insistem em comprar" a droga. "Cerca de 10 pessoas por dia chegam aqui para comprar o remédio.

Produto Composição principal Forma de apresentação Disponível em
FemiLibido Maca peruana e tribulus terrestris Cápsulas Farmácias e ervanárias
Gynodian Ginseng e vitamina B6 Comprimidos Parafarmácias
Lady Prelox Pycnogenol e L-arginina Cápsulas Farmácias
FemiMax Extrato de damiana e zinco Ampolas bebíveis Lojas de produtos naturais

As mulheres são muito tímidas para pedir isso." Dentro da farmácia de Sadiq, reparei em um anúncio que se referia ao Flibanserin como "pílula rosa". Uma versão feminina da "pílula azul" - termo usado para fazer referência ao Viagra para homens. Mas o fabricante diz que a expressão "Viagra feminino" é imprecisa. "A mídia apresentou esse nome, não fomos nós", diz Maraghy.

Característica Viagra (sildenafil) Addyi (flibanserina) Vyleesi (bremelanotida)
Mecanismo de ação Vasodilatador periférico Modulador da serotonina no cérebro Ativador dos recetores de melanocortina
Início de ação 30 a 60 minutos Vários dias de toma diária 45 minutos após injeção
Modo de administração Comprimido oral Comprimido oral diário Injeção subcutânea automática
Efeito principal Ereção Desejo sexual Desejo sexual

Enquanto o Viagra trata a disfunção erétil, melhorando o fluxo sanguíneo para o pênis, o Flibanserin foi desenvolvido como um antidepressivo e aumenta o desejo sexual, equilibrando substâncias químicas no cérebro.

Depois de várias tentativas, a FDA deu finalmente luz ver ao primeiro comprimido sexual para as mulheres

A indústria farmacêutica está a manipular os efeitos dos ciclos naturais (andropausa e a menopausa) mas o desequilíbrio entre a resposta a homens e mulheres é grande. O movimento Even The Score sublinha a desigualdade e exige mais investimento no desenvolvimento de terapias para mulheres. Este grupo já reuniu mais de duas dezenas de milhares de assinaturas numa petição online que pressiona a FDA a libertar este (e outros) medicamento para o mercado. No manifesto pode ler-se que “há 26 tratamentos [para a disfunção sexual] disponíveis para homens e nenhum para mulheres”. E sublinha: “Quando nos concentramos na mulher, toda a família beneficia”.

1. Flibanserin

O Egito se tornou o primeiro país árabe a autorizar a produção e venda de uma droga destinada a aumentar a libido feminina. A jornalista Sally Nabil, correspondente da BBC, investiga se há mercado para o medicamento em um país tão conservador socialmente. "Fiquei sonolenta e tonta, e meu coração estava acelerado." Foi assim que Leila (nome fictício) se sentiu depois de tomar seu primeiro comprimido de Flibanserin, o chamado "Viagra feminino". O uso do medicamento foi autorizado pela primeira vez nos EUA há quase três anos, e agora está sendo fabricado no Egito por uma empresa farmacêutica local. Leila é uma dona de casa conservadora na faixa de 30 anos. "'Viagra feminino' é um termo enganador", diz a terapeuta sexual Heba Qotb, que se recusa a prescrevê-lo a qualquer uma de suas pacientes.

Produto Dosagem Quantidade + Bónus Preço
Viagra Oral Jelly100mg110 + 9 saquetas284.63€ 271.08€
Viagra Genérico200mg60 + 4 comprimidos125.19€ 119.23€
Viagra Genérico150mg30 + 2 comprimidos72.32€ 68.88€
Viagra Original100mg34 + 2 comprimidos163.67€ 155.88€
Viagra Oral Jelly100mg220 + 18 saquetas562.28€ 535.50€
Viagra Professional100mg10 comprimidos44.09€ 41.99€
Viagra Soft Tabs100mg20 comprimidos62.99€ 59.99€
Viagra Genérico200mg90 + 6 comprimidos170.79€ 162.66€
Viagra Oral Jelly100mg90 + 8 saquetas258.02€ 245.73€
Viagra Genérico50mg20 comprimidos40.52€ 38.59€
Viagra Genérico50mg90 + 6 comprimidos107.37€ 102.26€
Viagra Genérico150mg270 + 10 comprimidos326.61€ 311.06€
Viagra Original100mg12 comprimidos72.54€ 69.09€
Viagra Super Active100mg30 + 6 comprimidos64.09€ 61.04€
Viagra Genérico200mg10 comprimidos40.96€ 39.01€

"Nunca vai funcionar com uma mulher que sofre de algum problema físico ou psicológico", acrescenta.

  • Muitas mulheres confundem a falta de desejo com problemas de excitação ou dor, que exigem abordagens diferentes.
  • A terapia hormonal de substituição, quando indicada na menopausa, pode melhorar a libido e a lubrificação vaginal.
  • Problemas de desejo sexual feminino têm frequentemente causas psicológicas, como stress, ansiedade ou depressão.
  • Conflitos de relacionamento, cansaço e rotina são factores que afectam a líbido feminina de forma mais significativa do que causas físicas.

"Para as mulheres, o sexo é um processo emocional.

Quem não deve usar

Elas tiveram 0,8 relação sexual a mais, muito pouco, segundo a FDA, para compensar possíveis efeitos colaterais. A Boehringer desistiu da droga e a vendeu ao casal Cindy e Robert Whitehead – hoje os felizes e bilionários ex-donos da Sprout. A pequena empresa fez outros testes, mais uma vez recusados pela FDA, que pediu estudos adicionais. >> Walcyr Carrasco: Sexo como vícioEnquanto eles eram realizados, em 2014, surgiu um movimento de organizações de mulheres americanas, financiado pela Sprout e por outras farmacêuticas, chamado Even the Score (algo como Empate o Jogo). O grupo acusava a FDA de preconceito de gênero por nunca ter aprovado uma droga para problemas femininos.

6. Ginseng

Os homens, por sua vez, contavam com 26 (algumas, como o Viagra, com efeitos colaterais graves, como interação perigosa com outros remédios). Coincidência ou não, meses após o barulho, a FDA aprovou a flibanserina. “Criou-se um precedente perigoso que sugere que uma campanha agressiva de relações públicas é parte do processo de aprovação”, diz Leonore Tiefer, líder do grupo The New View Campaign, que acusa a Even the Score de mudar os critérios de aprovação de drogas, de científicos para políticos. Não há previsão, porque a Anvisa não informa se o processo está em andamento.O mecanismo de ação do Addyi permanece desconhecido, sua eficácia polêmica e há efeitos colaterais importantes. Ele pode provocar quedas de pressão e desmaios e não deve ser combinado com álcool. Uma mulher nunca vai conseguir ter um relacionamento íntimo e saudável com o marido se ele a maltratar. Qotb diz que a eficácia do Flibanserin é muito pequena e não vale a pena o risco.

Especialidade Onde consultar O que esperar Encaminhamento necessário
Medicina Geral e Familiar Centro de Saúde Avaliação inicial e exclusão de causas orgânicas Consulta direta sem encaminhamento
Ginecologia Hospital público Avaliação hormonal e do pavimento pélvico Encaminhamento pelo médico de família
Psiquiatria Hospital público ou privado Avaliação de depressão e ansiedade Encaminhamento pelo médico de família
Sexologia Clínica Consulta privada ou hospitalar Abordagem integrada do casal e terapia sexual Encaminhamento ou marcação direta

Leila afirma que conhece muitas mulheres "que pediram o divórcio após o relacionamento sexual ter azedado como resultado da tensão acumulada no casamento". "A redução da pressão arterial é um efeito colateral muito sério", adverte.

Possíveis efeitos colaterais

Ela prefere não revelar a identidade, assim como outras mulheres, uma vez que falar sobre problemas e necessidades sexuais ainda é um tabu no Egito. Após quase 10 anos de casada, ela diz que decidiu tomar o medicamento "por mera curiosidade". Leila, que não tem problemas de saúde, comprou o remédio sem receita médica - uma prática muito comum no viagra en farmacia Egito, onde as pessoas podem adquirir diversos medicamentos sem receita. "O farmacêutico me disse para tomar um comprimido todas as noites por algumas semanas. E disse que não haveria efeitos colaterais", diz ela. As mulheres egípcias ainda têm um longo caminho a percorrer antes de se sentirem à vontade para falar sobre suas necessidades sexuais. "Se o seu marido é sexualmente fraco, você vai dar apoio e ajudar ele a procurar tratamento, contanto que ele seja um parceiro amoroso. Mas se você tem um marido abusivo, definitivamente vai perder todo o interesse nele, mesmo que ele seja bom na cama.

Especialistas explicam que o medicamento pode não ser uma boa solução para todos os casos

Mas também é possível olhar pelo lado cor-de-rosa da questão. A repercussão pode despertar as mulheres para conhecer a própria sexualidade. “Que elas possam ter mais prazer, com ou sem medicamentos.” O Viagra foi posto à venda em 1998 e concretizou a promessa de resolver (ou ajudar a resolver) os problemas de disfunção erétil nos homens de meia-idade. Em simultâneo, cientistas e empresas farmacêuticas têm procurado uma fórmula para o correspondente feminino — a diminuição do desejo sexual particularmente associada à fase pré-menopausa. A Sprout Pharmaceuticals anunciou uma nova submissão à FDA (Food and Drug Administration, a entidade governamental norte-americana que regula comprimido azuis viagra os medicamentos, cosméticos e alimentos) de uma droga chamada flibanserina, um medicamento não hormonal para toma diária destinado a contrariar a falta de desejo sexual feminino.

7. Ginkgo biloba

Não é a primeira vez que a Sprout Pharmaceuticals propõe a flibanserina à FDA, mas tem sido recusado devido à falta de prova de eficácia e efeitos secundários, nomeadamente sonolência, fadiga, tonturas e náuseas. Importa esclarecer que a expressão “Viagra para mulheres” refere-se ao efeito (estimulação sexual) e não ao princípio ativo do medicamento. Enquanto a sildenafila (princípio ativo do Viagra) tem um efeito vasodilatador, “a falta de desejo sexual nas mulheres no período que antecede a menopausa é explicado por alterações nos neurotransmissores”, de acordo com Stephen Stahl, professor adjunto de psiquiatria da Universidade da Califórnia. A flibanserina permite a regulação desses processos. O Viagra teve uma consequência social importante, ao transformar a forma como os homens (e os casais) encararam a sexualidade, adiando prazos fisiológicos por um lado, resolvendo problemas de saúde, por outro. Embora ainda esteja no início, Sadiq, o gerente da farmácia, diz que as vendas de Flibanserin foram muito promissoras até agora e acredita que vão aumentar.

  • A investigação sobre o desejo sexual feminino é historicamente menos financiada do que a disfunção eréctil masculina.
  • As mulheres apresentam um ciclo de resposta sexual mais complexo, que envolve factores emocionais e contextuais.
  • A indústria farmacêutica tem dificuldade em desenvolver um fármaco eficaz devido à natureza multifactorial do desejo feminino.
  • Ensaios clínicos para novos medicamentos femininos enfrentam desafios na definição de objectivos de eficácia mensuráveis.

Mas Qotb, a terapeuta sexual, está muito preocupada com as possíveis consequências dentro dos casamentos.

  • Em Portugal, não existe um medicamento aprovado pelo Infarmed equivalente ao Viagra masculino para uso feminino.
  • O termo "Viagra feminino" é frequentemente usado para descrever medicamentos que tratam a Perturbação do Desejo Sexual Hipoativo (PDSH) em mulheres.
  • A flibanserina (Afil) foi aprovada nos Estados Unidos para tratar o desejo sexual baixo, mas não está disponível no mercado português.
  • Outro fármaco, a bremelanotida (Vyleesi), é uma injecção usada antes da relação sexual, mas também não está autorizada em Portugal.

"Quando um homem não perceber nenhuma melhoria no impulso sexual da esposa, mesmo que ela tenha tomado as pílulas, ele vai culpá-la - em vez de culpar a droga ineficiente ou o relacionamento que eles têm.

Se não uma pílula, o que então?

Mas elas e os parceiros não criam clima.” Especialistas como Emily temem que a pílula rosa seja encarada como uma solução milagrosa, que desestimule as mulheres a se conhecer e a conversar com os parceiros. “Esse medicamento não atua nas causas reais do problema, que geralmente são repressão sexual, insegurança com o próprio corpo e falta de intimidade.” >> Elisabete Oliveira: “O amor sem sexo é possível”Ainda há o risco de a propaganda do medicamento criar padrões ideais – e irreais – de desejo. “Não existe nível normal de libido, isso é uma invenção da indústria”, diz a médica americana Adriane Fugh-Berman, que estuda estratégias de marketing da indústria farmacêutica na Universidade Georgetown. Existe o temor de que as campanhas de conscientização levem mulheres até então satisfeitas a questionar sua frequência sexual. “A propaganda da indústria é feita para incitar pessoas felizes a perguntar aos médicos se elas também não precisam se tratar”, diz Cindy Pearson, diretora da entidade americana Rede Nacional pela Saúde da Mulher.

Qual o efeito do flibanserin?

O caminho tortuoso do Addyi até sua aprovação é um termômetro da polêmica que cerca a nova droga. A flibanserina, seu princípio ativo, foi testada como antidepressivo pela primeira vez em 2009 por uma das grandes da indústria, a alemã Boehringer Ingelheim. O efeito antidepressivo não apareceu no teste, mas mulheres relataram aumento de libido. A empresa pediu à FDA para aprovar a droga como tratamento para a falta de desejo, mas os resultados não convenceram a agência. O aumento no número de relações sexuais satisfatórias das mulheres que tomaram a droga em relação às que ingeriram uma substância sem ação foi mínimo.

 

Voltar ao topo